24 de agosto de 2016

Professor Artemio! Um grande lutador


Recebemos hoje pela manhã uma notícia triste. Nosso estimado camarada, professor Artemio, faleceu, vítima de infarto.

Artemio morava em Toledo - PR. Era incansável, de um caráter enorme, solidário e atencioso. Um grande lutador.

Fará muita falta! Mas seguiremos a fazer aquilo a que ele se dedicava: lutar por um mundo socialista. Seu legado de luta seguirá em nossas memórias.

Nossos sentimentos a seus familiares, companheiros, amigos e camaradas.

Professor Artemio. Presente, presente, presente!


22 de julho de 2016

O circo da traição

O CIRCO DA “DEMOCRACIA”: Traição para roubar dos trabalhadores em favor dos ricos

Por Bruna Ornellas e Márcio Palmares

Entre os dias 5 a 15 de agosto acontecerá um evento chamado “Circo da Democracia” na cidade de Curitiba/PR. Esse evento foi convocado por entidades, sindicatos, Frente Brasil Popular, Frente Povo Sem Medo, UPE (União Paranaense de Estudantes), MST, etc., além de contar com o apoio do PT e demais partidos que apoiavam o então governo Dilma. Segundo informações nas redes sociais, a presidenta afastada já teria confirmado sua presença no dia 8 de agosto, em uma atividade política do Circo. As datas coincidem com o período em que o processo de impeachment deve ser votado no Senado.
O nome não poderia ser mais irônico, porque, de fato, nem Lula, nem Dilma, nem as direções dos velhos braços do governo nos movimentos sociais (por exemplo, a CUT e o MST), podem hoje reivindicar “democracia”, porque foram “golpistas” e “antidemocráticos” enquanto estiveram no poder nos últimos 14 anos. É preciso olhar a realidade como ela é se quisermos continuar entre aqueles que defendem os interesses da classe trabalhadora e da juventude periférica desse país. Vamos, então, aos fatos.

Os golpes reais do petismo
O primeiro golpe de Lula contra os trabalhadores brasileiros foi desferido já em 2003, no primeiro ano de seu primeiro mandato, quando usou a corrupção descarada, a compra de votos, para aprovar a primeira “reforma da previdência”. Vale lembrar que Lula usou exatamente o mesmo expediente adotado por FHC para aprovar a emenda da reeleição, e também se apropriou das ideologias tucanas sobre o “déficit da previdência”.
Depois disso, sucederam-se golpes e mais golpes, manobras parlamentares diversas contra os interesses dos trabalhadores, sempre em favor das multinacionais, dos bancos, do mercado financeiro, dos latifundiários. Lula empoderou os usineiros, os empreiteiros e até os ruralistas. Nos seus dois mandatos, os bancos sempre tiveram recordes de lucros, as multinacionais sempre tiveram enormes privilégios. Enquanto isso, os trabalhadores continuaram na pobreza, a saúde só piorou, a educação só piorou.
Lula cometeu ainda a mais horrorosa traição que um chefe de Estado de uma nação como o Brasil, de passado colonial e escravocrata, poderia cometer: invadiu o Haiti a mando dos EUA, para violentar o povo haitiano, transformá-lo em escravo nas fábricas estrangeiras. O Exército Brasileiro cumpre no Haiti a função de reprimir a população e qualquer tentativa de reação contra o trabalho semiescravo. O povo haitiano passa fome. Quando se insurge, é açoitado pelos soldados enviados por Luís Inácio.
Depois, veio o governo Dilma, e sucederam-se golpes e mais golpes contra a classe trabalhadora, dentro disso as negras e negros, mulheres e LGBTs. A primeira mulher presidente do país nunca teve a decência democrática de ouvir os profissionais da saúde pública, uma categoria em sua maioria feminina. Aprovou a privatização dos Hospitais Universitários na base da violência policial. Nunca teve a decência democrática de ouvir os trabalhadores da educação: sempre aplicou uma política de ajustes, cortes de verbas, deixando as universidades à míngua, rebaixando os salários e tendo a coragem de conceder “reajustes” abaixo da inflação. Tudo isso com violência, arbitrariedade.
A presidenta cedeu à bancada fundamentalista do Congresso, liderada por tipos como Bolsonaro e Cunha, e vetou o kit anti-homofobia, que iria avançar na educação contra o preconceito nas escolas. Foi no seu governo que as mulheres continuaram sendo mais precarizadas, recebendo menos que os homens e morrendo por conta do aborto clandestino. Foi em seu governo que as negras e negros tornaram-se parte das estatísticas cada vez mais dolorosas de genocídio e mortes pelas forças armadas e pela polícia.
Dilma nunca teve a decência democrática de ouvir os povos originários da Amazônia, as comunidades indígenas de todo o país, os quilombolas, as populações ribeirinhas: atropelou a tudo e a todos, sempre no interesse das empreiteiras e das multinacionais do agronegócio. Deu continuidade à transposição do rio São Francisco, aprovou o Novo Código Florestal, para anistiar os desmatadores e dar mais espaço aos latifundiários.
Além disso, inaugurou a usina de Belo Monte contra as diversas manifestações contrárias das comunidades indígenas e expulsando milhares de famílias das suas casas. Vale lembrar que esse projeto foi idealizado na Ditadura Militar, somente depois foi resgatado por Lula, e atualmente as denúncias das condições de trabalho são públicas: mais de 20 mil operários em condições sub-humanas comendo comida estragada e impedidos de se organizar politicamente pelas forças armadas. Ainda, na operação Lava-Jato, os dirigentes da Andrade Gutierrez teriam afirmado a existência de propinas no valor de 150 milhões de reais vindas da construção de Belo Monte. Todo esse dinheiro para financiar as campanhas eleitorais bilionárias do PT e do PMDB.
Em algum momento essas decisões foram compartilhadas com o povo? Nunca. Dilma sempre agiu com violência, nunca com democracia. Antes e durante a vergonhosa Copa do Mundo de 2014, instituiu um regime de exceção, em que as “forças de segurança” tinham (ainda têm) carta branca para matar. Os manifestantes foram comparados a narcotraficantes pelo Exército. Poderíamos dar dezenas de outros exemplos, envolvendo a entrega do pré-sal, a manutenção da atual política econômica que joga a crise econômica dos ricos nas costas dos trabalhadores, o veto à Auditoria da Dívida Pública... Uma lista de golpes e traições que não acaba mais.

A polarização política entre os Capatazes e a Casa-Grande
Os representantes autênticos da burguesia brasileira e do imperialismo, a chamada “direita tradicional”, sabem disso tudo. E quando viram que os trabalhadores e a juventude não consideravam mais o governo do PT como um governo seu, e romperam com o ciclo de traições, deram um chute na bunda do PT: sabiam que o PT não teria sequer moral para reagir. Depois de roubar, trair, se sujar de infinitas formas, como poderiam protestar? De fato, não conhecemos reação mais derrotista do que a de Dilma e Lula diante do “golpe” que levaram de seus aliados de véspera: dias depois de afastada, Dilma prometeu que se seus aliados de ontem desistissem de removê-la do poder, faria uma aliança e um governo de coalizão nacional com todos os “golpistas”! Nenhuma semelhança com o governo turco, que promoveu a caça e o extermínio dos golpistas após o fracasso da tentativa de tomada do poder. Ao contrário, Dilma queria a unidade de todos contra a classe trabalhadora, para que ela pudesse continuar aplicando o programa que agora ficou a cargo de Temer.
A subserviência e a covardia, o desejo de voltar ao poder para servir aos ricos e não largar o osso é tão grande, que Lula tratou de desencorajar os movimentos sociais: “não diga Fora Temer”, respeite a estabilidade do regime democrático atual, trate com delicadeza os deputados do Congresso, mande um “whatsapp” para os senadores e aguarde até 2018, onde posso ser eleito! A tática é simples, desgastar o governo Temer e canalizar toda insatisfação popular para o calendário eleitoral normal dos ricos (daqui a 2 anos).
Se tivessem qualquer moral para reagir contra a “manobra parlamentar”, Lula e Dilma não fariam discursos hipócritas em defesa de uma democracia que nunca praticaram. Se não fossem vendidos e traidores, teriam mobilizado a CUT e a CTB para que essas centrais, que eles dirigem, parassem o país, através de uma Greve Geral, derrubando Temer, os ataques aos direitos e em seguida exigindo Eleições Gerais Já, para que os trabalhadores pudessem ao menos discutir a questão, em vez de engolir Temer. Mas nem a CUT nem a CTB querem convocar uma Greve Geral, pois seriam os primeiros a ser questionados pelos trabalhadores em movimento, por um lado, e, por outro, os trabalhadores não sairiam em defesa do “volta Dilma”.

Contorcionismo político
Por essas e outras, o assim chamado “Circo da Democracia” não pode ser mais do que um circo. Cabe a cada um decidir se deseja ou não observar o “espetáculo” e ser ou não o palhaço da vez. Em destaque, até o momento, políticos burgueses como Requião, do PMDB, que certamente será obrigado a fazer contorcionismos variados para explicar sua posição, já que pertence ao partido do “golpista” Temer e do ex-presidente da Câmara de Deputados Eduardo Cunha, que apesar de ter renunciado a esse cargo, continua no Congresso nacional e com suas contas bancárias intactas na Suíça.
Outro nome é o de Ciro Gomes, vice-presidente nacional do PDT, que semanas atrás mandou uma estudante calar a boca quando foi questionado sobre sua defesa cega do ex-governo petista. Haverá a presença de João Stédile, dirigente do MST, defendendo a democracia em um país no qual os petistas fizeram menos reforma agrária que os tucanos e milhares de famílias continuam sem terra, sendo mortas pelo agronegócio. Para completar a peça, foram confirmados Juca Ferreira e Nilma Lino Gomes, ex-ministros do governo Dilma.
A nota melancólica em tudo isso diz respeito ao PSOL e ao MTST. Com um pé em cada canoa, acabam fortalecendo o campo e o discurso da Frente Popular, defendendo ‘sem querer querendo’ o petismo do “golpe da direita” e a radicalização dessa democracia, que é dos ricos. Infelizmente, os companheiros já confirmaram presença nesse evento, através de importantes figuras que estarão nas mesas, como por exemplo, Gilberto Maringoni, Plínio de Arruda Sampaio Jr e Guilherme Boulos. Não há como ser alternativa ao petismo se aliando programaticamente a ele.

Pela unidade da classe trabalhadora e juventude contra os ataques
A militância do PSTU, ao contrário, não participará desse circo. Para nós, o que está acontecendo no país não tem nenhuma graça. Temer só está no poder por conta das traições do PT. Não vemos nenhuma razão para ouvir o cinismo daqueles que durante 14 anos usaram a violência e a arbitrariedade contra os trabalhadores, da maneira mais antidemocrática possível, e que agora querem reivindicar democracia só para voltar ao governo. Vamos continuar do lado de fora desse circo, dizendo aos trabalhadores: Nenhuma confiança na oposição de direita! Temer e Aécio não nos representam! Nenhuma confiança em Lula ou Dilma, são traidores, representam os interesses dos patrões!
Estamos dispostos, junto com a CSP-Conlutas, a construir toda unidade de ação na luta concreta pelo Fora Temer, contra a reforma da previdência, as terceirizações, a inflação e a carestia, pelo aumento dos salários, em defesa dos empregos, etc., como o exemplo da Assembleia Nacional dos Trabalhadores em Defesa do Emprego e Direitos realizada nesta terça-feira (26). Mas não estaremos nas ruas pelo Volta Dilma, nem fazendo coro com um discurso falso de golpe. A classe trabalhadora, o povo pobre e oprimido deve manter sua independência política tanto em relação à direita tradicional quanto ao PT e partidos que sustentam a Frente Popular.

Por isso dizemos que é preciso colocar para Fora Todos eles! Por uma Greve Geral que derrube esse governo e imponha Eleições Gerais Já, com novas regras, que atropele o calendário eleitoral que querem nos impor! Por um governo socialista, apoiado em Conselhos Populares e nas organizações da classe trabalhadora, sem patrões, corruptos e traidores!

19 de julho de 2016

PSTU oficializa a pré-candidatura de Mandi Coelho para a Câmara de Vereadores de Curitiba

Por uma Curitiba para as/os trabalhadores e a juventude periférica!


O diretório municipal do PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado) em Curitiba oficializa a pré-candidatura de Mandi Coelho à vereadora nas eleições municipais de 2016. A decisão foi aprovada em plenária pelos militantes do partido e é um passo fundamental para apresentar aos trabalhadores e juventude periférica da cidade uma alternativa que represente suas necessidades mais sentidas e a vontade de mudança na política, em Curitiba e no próprio país.
Mandi Coelho, 20 anos, é estudante de Psicologia na UFPR (Universidade Federal do Paraná), ativista da entidade estudantil ANEL (Assembleia Nacional de Estudantes – Livre) e membro da atual gestão do Diretório Central Estudantil (DCE) da UFPR. É uma candidatura jovem, cheia de ideias e de esperança na transformação da dura realidade que enfrenta o povo trabalhador através das lutas. Defensora da juventude e das/dos trabalhadores, irá denunciar o abismo que existe entre a “Curitiba modelo” para os ricos e a “cidade exclusão” para os pobres e pessoas oprimidas (mulheres, negras e negros, lgbts).
Será uma candidatura porta-voz das dificuldades dos trabalhadores, da juventude precarizada e sem perspectiva de futuro, dos oprimidos. E também, um ponto de apoio às diversas mobilizações que ocorrem na cidade e no país. O povo cansou dos mesmos, de tanta corrupção, enquanto a vida continua cada vez mais difícil por conta da crise e dos ataques de todos os governos.
“Por isso, é preciso lançar uma alternativa à falsa polarização que existe hoje na Câmara dos Vereadores, onde PT, PSDB, PMDB, PSC, etc são responsáveis pelos ataques aos nossos direitos, mas quando chega a época de eleição, nos enganam com as mesmas falsas promessas e demagogia”, avalia Mandi Coelho.
Diante da atual crise política, onde todos os governos, prefeituras e vereadores têm votado em medidas contra a juventude e população trabalhadora, e praticamente todos os partidos estão afundados em casos de corrupção, o PSTU irá denunciar tudo que está aí. Construiremos nossa campanha nos bairros da periferia, nas fábricas, greves, com a juventude trabalhadora, nas escolas, universidades e nas lutas pelo Fora Temer – Fora Todos Eles – Eleições Gerais com novas regras. Defenderemos um programa para uma Curitiba que atenda as necessidades das/dos trabalhadores e lutando por uma sociedade em que não haja mais exploração e nem opressão!

Link do face: https://www.facebook.com/mandicoelhopstu/

Convenção Municipal

O ano de 2016 tem se apresentado como de intensa crise econômica, política e social. É provável que para o segundo semestre essas crises só se aprofundem. Em meio à tudo isso, quase todos os partidos estão envolvidos em esquemas de corrupção, além de optarem conscientemente por medidas que são contra o povo. A participação do PSTU nestas eleições será para apresentar um programa radicalmente diferente de todos, além de denunciar tudo que está aí.

Nossa candidatura em Curitiba será lançada para fortalecer a luta pelo "Fora Temer, Fora Todos, Eleições Gerais Já com novas regras!", e para defender uma Curitiba para as e os trabalhadores, a juventude periférica e a população mais pobre.

Informamos que o Partido realizará sua Convenção Municipal, para oficializar a candidatura nas eleições municipais, no dia 21/07, as 19h, na Rua Miguel Raicoski Sobrinho, 876, Pinheirinho.


24 de maio de 2016

Diretoria do SINDESC dá golpe em assembleia e persegue sua base

A diretoria do SINDESC realizou assembleia antidemocrática, na mesa a presidente do sindicato, Isabel Cristina, não abriu falas de defesa contra e a favor da proposta patronal defendida pela diretoria. Não encaminhou à contagem dos votos favoráveis e contrários a proposta patronal. Além disso, a diretoria persegue e acusa sua própria base.
PSTU Curitiba
Assembleia no dia 20 de maio acaba em golpe

20 de maio de 2016

Urgente! Solidariedade e de Repúdio a repressão contra estudantes em Ponta Grossa!

Felipe Pontes de Ponta Grossa
O que ocorreu em Ponta Grossa nesta quinta soma a toda a história de truculências do governo Beto Richa (PSDB), que já perdeu o respeito e a legitimidade após a violência contra servidores em abril de 2015. Fora Beto Richa!
Foto da repressão de Beto RIcha em 29 de abril de 2015


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