10 de julho de 2017

POR UM SINDICATO DE LUTA E PELA BASE: POR UMA NOVA DIREÇÃO ESTADUAL DA APP-SINDICATO!


 Escrito por trabalhadores da educação estadual e militantes do PSTU

Alguns apontamentos sobre a conjuntura internacional
Estamos vivendo uma forte crise econômica mundial. Muitos especialistas apontam que só é comparável com os anos 30 do século passado. O Estados Unidos não se recuperou totalmente da crise aberta em 2008, a Europa vive uma instabilidade grande e o crescimento econômico da China pode desacelerar em 2017. Além disso, devido as guerras, conflitos e fome, o numero de refugiados e deslocados atingiu 65,6 milhões de pessoas em 2016, segundo dados do Relatório Global Sobre Deslocamento Forçado divulgado pelo Alto Comissariado da ONU para Refugiados (Acnur).
Atualmente, a crise chegou forte nos países da América Latina. É só olharmos para a Venezuela, Argentina e o Brasil. Os governos para atender os interesses da classe dominante aplicam planos de austeridade (reformas) que atacam direitos conquistados com muita luta e suor pela classe trabalhadora. Tudo isso para colocar nas costas dos trabalhadores a conta da crise. A barbárie do capitalismo cresce e o imperialismo busca formas de manter e ampliar suas taxas de lucro, oprimindo e explorando ainda mais a classe trabalhadora.
Mas se por um lado tem ataques, do outro há muitas lutas. A polarização social tem se intensificado. Em diversos países os trabalhadores e a juventude estão se colocando em movimento. Tivemos, apenas no último período, Greve Geral na Argentina, Grécia, Guiana Francesa e no Brasil. O ritmo que se desenrolam os processos não são exatamente iguais, pois existem particularidades de região para região. Mas a elementos que se combinam, como o da crise econômica, a guerra social contra os trabalhadores e as lutas contra os planos de austeridade. Por isso, dizemos que é um processo desigual, mas também combinado.
A situação no Brasil e no Paraná
No Brasil passamos por uma profunda crise econômica, política e social. O desemprego só aumenta, já são mais de 14 milhões de desempregados, segundo o IBGE, e a saúde, educação e os serviços públicos em geral, estão a míngua. A fome e a miséria são uma triste realidade que aflige a classe trabalhadora e o povo pobre.
Não há expectativa de crescimento considerável do Produto Interno Bruto (PIB) a curto prazo, apesar do governo Temer (PMDB) dizer que as coisas estão melhorando. Quem usa transporte público, enfrenta as filas dos hospitais e postos de saúde, recebe um salário de miséria, não tem dinheiro para comprar comida, está desempregado, não tem onde morar, sofre violência e preconceito, sabe bem, que o país não esta melhorando!
Além disso, mais de 40% de toda riqueza que produzimos no país é utilizado para pagar a dívida interna e externa (conhecida, como Dívida Pública). Dinheiro que vai direto para o bolso dos banqueiros e agiotas financeiros. Temer, também mantém a “bolsa empresário”, uma série de subsídios e isenções fiscais às indústrias (esta bolsa vai custar R$ 224 bilhões em 2017).
Ao invés de parar de pagar esta “dívida”, bem como parar de dar dinheiro aos ricos, o que os governos fazem é atacar nossos direitos. Com “ajustes” e reformas, como a da previdência, trabalhista e lei de terceirização, os governos satisfazem a fome de lucro dos banqueiros, empresários, empreiteiros, latifundiários, etc e deixam milhões e milhões de trabalhadores em situação de vida humilhante.
O PT governou o país por mais de uma década e disse que governaria para os mais pobres. Mas este partido, também se aliou aos banqueiros, empresários, latifundiários, empreiteiros, ou seja, se aliou aos ricos e atacou a classe trabalhadora. Lula em seu primeiro mandato, não parou de pagar a divida pública e aprovou a reforma da previdência, que taxava os servidores inativos, fixava idade mínima para a aposentadoria e estabelecia teto para o benefício. Dilma, por sua vez, criou a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), que privatiza os hospitais públicos, vetou a auditoria da divida pública, atacou o seguro desemprego, pensão por morte, auxilio-desemprego, alterou o fator previdenciário e sancionou a lei antiterrorismo. Disse que não atacaria os direitos da classe trabalhadora “nem que a vaca tussa”, porém, na prática, governou para os ricos.
Os governos, sejam eles do PT, PMDB, PSDB, PP, PSC, DEM, etc, atacam os nossos direitos para manter os seus “compromissos” com a burguesia. E dizem (mentem na verdade) aos trabalhadores que é preciso fazer reformas. Já o judiciário favorece os ricos de colarinho branco, enquanto a classe trabalhadora é criminalizada.
Mas os trabalhadores não estão caindo neste conto de vigário. A classe trabalhadora esta demonstrando nas ruas e nas greves que não está disposta aceitar todos estes ataques e que tem sim muita disposição para lutar contra tudo isso. Junho de 2013, deu um salto de qualidade nesta luta e partir de então os governos não tiveram mais “tranquilidade” para aprovar suas medidas. De fato, não era “só por 0,20 centavos”!
No Paraná, também temos vivenciado no último período fortes ataques orquestrado pelo governo Beto Richa (PSDB), em especial ao funcionalismo público. Nós, trabalhadores da educação, sabemos bem o que é sofrer com os ataques aos nossos direitos. Richa roubou dinheiro de nossa previdência, esta roubando nossa hora-atividade e só não retirou mais, pois mostramos na prática como se enfrenta os governos. Realizamos greves, ocupamos a Assembleia legislativa do Paraná, os núcleos de educação e a SEED, fizemos grandiosas manifestações, ou seja, travamos importantes batalhas para manter os nossos direitos.
Também tivemos lutas impressionantes realizada pelos estudantes secundaristas, que com métodos de luta radicalizados, ocuparam suas escolas para dizer não a Reforma do Ensino Médio, a Escola sem Partido e o sucateamento da educação pública.
Se por um lado temos a burguesia atacando nossos direitos do outro temos um batalhão de operários, juventude, trabalhadores do campo e da cidade, negros e negras, LGBTs, povos indígenas e quilombolas lutando. A classe trabalhadora esta demonstrando nas lutas, mobilizações e greves que não está derrotada e está disposta a barrar as reformas da previdência, trabalhista e as terceirizações, bem como derrubar o governo Temer, Richa, este congresso e todos que atacam a classe trabalhadora, pois todos eles estão envolvido até o pescoço na lama da corrupção. Os dias 8 e 15 de março, 28 de abril, 24 de maio e 30 de junho demonstraram a enorme força da classe trabalhadora quando colocada em ação. Precisamos avançar para derrubar todos eles! Precisamos que os operários e o povo pobre governe este país!

A APP-SINDICATO e as eleições
Neste ano, os trabalhadores da educação organizados através da APP-Sindicato irão escolher os dirigentes que estarão a frente do sindicato a nível estadual e nas regionais, bem como os representantes de base por município e conselho fiscal. Será um importante processo para os trabalhadores colocarem em discussão algumas questões, como, por exemplo: que tipo de sindicato precisamos e qual direção necessitamos?
A APP-Sindicato é um importante instrumento para organizar e impulsionar a luta dos trabalhadores da educação para avançar em suas pautas e também enfrentar os ataques dos governos. No entanto, o que temos observado no último período é que este instrumento tem sido utilizado muitas vezes para travar as lutas e impedir o avanço da consciência da categoria no enfrentamento. Em 2014, depois em 2015, saímos de greves com a categoria mobilizada e no momento em que poderíamos avançar muito mais em nossas pautas! E a responsabilidade disso é da direção do sindicato e não da base da categoria.
Temos há vários anos na direção do sindicato os mesmos grupos políticos que se alternam nos “cargos” de direção. Nas últimas greves e movimentações a Direção Estadual da APP (dirigida majoritariamente pelo Democracia Socialista e Articulação, tendências do PT) tem sido empurrada à luta pela base, um movimento que deveria ser o contrário. Uma direção classista tem a função de impulsionar as lutas, fazer greves, ocupações e aquilo que for necessário para garantir nossos direitos. Porém, não é isto que vem acontecendo com a Direção Estadual da APP.
Sempre com uma postura retraída, esta direção prefere ficar nas negociações de gabinete parlamentar, a título de favorecer a imagem de um ou outro parlamentar como salvaguarda da categoria do que, de fato, escolher como prioridade táticas que, independentemente do nível de radicalidade, tragam verdadeiras vitórias à base da categoria. Somado a tudo isso, o nível de burocratização e fisiologismo chegou a tal ponto, que de forma sorrateira, aprovaram regras que na prática perpetuam a possibilidade de reeleição das mesmas figuras na direção do sindicato e o aumentos de cargos. Existe uma desconfiança muito grande da base em relação a atual direção, e muitas vezes esta desconfiança recai no próprio sindicato. Mas o problema não é o sindicato, e sim a atual direção que esta a frente dele!
Por tudo isto, entendemos que neste processo eleitoral devemos buscar a unidade entre os setores da oposição para mudarmos a direção do sindicato e trazermos de volta um caráter de luta e classista à APP - Sindicato.
Temos várias divergências com a APP Independente, Democrática e de Luta! Temos diferenças de avaliação de conjuntura e politica, temos desacordo sobre qual central deve ser filiado nosso sindicato, dentre outras! Mas, neste momento acreditamos que o melhor caminho é construir uma chapa estadual de unidade entre o Bloco de Oposição e a APP Independente. Nós, do PSTU, que construímos a CSP-Conlutas e o Bloco de Oposição, estamos dispostos a esta unidade entre as oposições a partir de um programa mínimo, que garanta a verdadeira participação e atuação da base; que garanta um sindicato de luta e classista. Que impulsione a categoria para a luta, a mobilização e o enfrentamento as reformas e os governos!
Além disto devemos elaborar este programa de forma coletiva a partir de uma convenção que reúna os trabalhadores da educação que acreditam que é através da luta e mobilização que conseguiremos avançar na organização da categoria! Não podemos aceitar que o governo retire nossa hora-atividade, não pague nossa data-base e novamente de um calote nos trabalhadores da educação. Elaborar um programa para enfrentar os governos e seus ataques é fundamental!
Por isso, precisamos construir uma forte chapa estadual. Que tenha como princípios: a luta e organização pela base; independência politica e financeira em relação aos governos e patrões; autonomia politica em relação aos partidos; o combate a toda forma de opressão; a aliança internacional dos trabalhadores etc.
Nós acreditamos que o sindicato e a direção devem apontar para o caminho da luta e da transformação da sociedade, pois somente acreditando em nossas forças e em aliança com o conjunto da classe trabalhadora poderemos avançar na construção de uma educação pública, gratuita, laica e de qualidade. Uma educação que seja crítica e verdadeiramente libertadora!


7 de março de 2017

OPERAÇÃO DA POLÍCIA FEDERAL INVESTIGA DESVIO DE RECURSOS DE BOLSAS DA UFPR

OPERAÇÃO DA POLÍCIA FEDERAL INVESTIGA DESVIO DE RECURSOS DE BOLSAS DA UFPR

Na ultima sexta-feira(03) a PF deflagrou a segunda fase da operação research, cumprindo mais 19 mandados judiciais na  investigação que apura o desvio de mais de R$ 7,5 milhões da Universidade Federal do Paraná destinados a bolsas de pesquisa. A primeira fase desta operação iniciou 15 de fevereiro quando a PF cumpriu 73 mandados judiciais.

O desvio teria acontecido entre 2013 e 2016. A versão oficial é de que foi a própria reitoria que denunciou a suspeita de desvios para a PF, coincidentemente no final da administração do então reitor Zaki Akel Sobrinho. 

                Foi justamente nesse período que a UFPR sofreu um de seus mais duros golpes, entregou a administração do Hospital de Clinicas para a EBSERH, com a justificativa de que não tinha recursos para mantê-lo. Falando em HC, o numero de atendimentos triplicou no ultimo período, mas o numero de técnicos se manteve, alias no ultimo período forma proibidas a realização de horas extras, o que dificulta ainda mais o atendimento.

                Falando em coincidências, esse caso lembra muito o Rio de Janeiro, onde os trabalhadores ficam vários meses com o salario atrasado, os governo alega não ter dinheiro para pagar e depois se descobriu a quantia absurda de dinheiro desviado do estado.

                Claro que ninguém sabia de nada sobre a corrupção, mas quando o patrão fala que não vai pagar o salario porque não tem dinheiro, o trabalhador sabe que tem, só não vai ser usado para paga-lo. Defendemos a investigação, prisão e o confisco dos bens de todos os corruptos e corruptores. Mas a corrupção só vai acabar quando tivermos o estado, suas universidades e hospitais administrados pelos trabalhadores.

7 de dezembro de 2016

A Parada LGBT de Curitiba: o que ela nos mostra sobre a luta LGBT

No domingo dia 13, em Curitiba, ocorreu a 17ª edição da Parada da Diversidade LGBT, que reuniu milhares de pessoas no centro da cidade. Organizada pela Associação Paranaense da Parada pela Diversidade (APPAD), o evento contou com o apoio de ONGs, pessoas voluntárias na organização, sindicatos. A Parada também foi patrocinada por empresas, e em especial este ano, pela empresa multinacional prestadora de serviços na área de transporte privado urbano - UBER.


Mercado pink - a mercantilização dos direitos LGBTs

A seletividade dos direitos para as LGBT é expressa pelo Pink Money (dinheiro rosa). Tem direito a ser LGBT quem tem dinheiro. Isso acontece porque no capitalismo muito interessa à burguesia e aos seus governos domesticar o movimento, e mercantiliza-lo é ainda melhor. Assim, ele vê as LGBTs como um nicho de mercado, o mercado pink, que vende o falso sentimento de liberdade e de inclusão.
E não à toa que neste ano o grande patrocinador da Parada da Diversidade em Curitiba é a própria UBER. Empresa que usa o público LGBT como esse mercado, e se aproveita do fato que as LGBTs não têm o direito de ser elas mesmas com segurança fora de casa. Traz, assim, um falso sentimento de proteção àquelas que são espancadas e morrem todos os dias nas ruas do país todo, e não diferente na capital do Paraná, que desponta no ranking de homicídios por LGBTfobia.
A Parada da Diversidade é o único espaço em que se reúnem as LGBTs tanto da periferia como as dos bairros centrais. É um momento em que esse público sente que pode ser ele sem medo, já que por algumas horas as LGBTs estão juntas e assim se sentem mais seguras. Mas todos os outros dias do ano a realidade é totalmente diferente entre as LGBTs ricas e as da classe trabalhadora. Apesar da violência ser contra todas as LGBTs, as que mais sofrem com isso, com os ataques dos governos e com a exploração capitalista são as mais pobres, periféricas, negras e precarizadas.

Crise econômica e a LGBTfobia no Brasil

No cenário de crise econômica, os problemas sociais só se intensificam no Brasil. Desses problemas, a LGBTfobia não fica de fora, muito pelo contrário, somos o país que mais mata Trans e Travestis no mundo. As LGBTs seguem sendo vítimas da violência LGBTfóbica. De acordo com o GGB (Grupo Gay da Bahia), em 2014, no governo Dilma (PT), foram registrados no Brasil 326 assassinatos e 9 suicídios de LGBTs, ou seja, uma morte a cada 27 horas. Em todos esses casos, a causa motivadora é o ódio às LGBTs.
Nos 14 anos que o PT esteve no poder, a vida das LGBTs não teve melhorias. No governo de Lula e depois Dilma o combate à opressão foi usado como moeda de troca. O PT se aliou a partidos conservadores, como o Partido Social Cristão (PSC), de figuras LGBTfóbicas como o Marcos Feliciano. E em nome de uma suposta "governabilidade", atacou os direitos das LGBTs e arquivou o Projeto de Lei 122/06 que criminalizava a homofobia. Por isso, a ideia de que estaríamos vivendo uma “onda conservadora” agora com a posse de Temer, cai por terra quando lembramos de tudo isso, da “Carta ao povo de Deus” de Dilma, e dos números de mortes das LGBTs, que só aumentaram nos governo do PT.
Temer (PMDB) agora continuará governando com esses setores, antigos aliados do PT, e para a burguesia, enquanto a crise econômica continuará afetando principalmente os trabalhadores mais precarizados. Se saúde pública de qualidade já nos é algo negado, com o congelamento da verba por 20 anos que propõe a PEC 55, não veremos as melhorias necessárias para nos atender. Além disso, a retirada de matérias como Filosofia e Sociologia das escolas significam que seremos ainda mais invisibilizadas. Juntando isso com o projeto Escola Sem Partido, o que se revela é um futuro sem a discussão sobre opressões nas escolas! Sem falar na Reforma da Previdência e Trabalhista. Ocupamos os piores postos de trabalho, como no telemarketing, e assim não teremos mais garantia de direito nenhum.


Reviver Stonewall na luta LGBT! Derrotar os governos e o capitalismo!

Se hoje a comunidade LGBT tem alguns direitos, pois são realmente poucos, eles foram conquistados através de muitas lutas. Infelizmente muitas LGBTs, hoje, não conhecem a sua própria história. Poucas sabem da Revolta de Stonewall que aconteceu em 1969 em Nova Iorque. Foi a resposta dada à repressão homofóbica que acontecia nos bares periféricos e ruas da cidade. Cansadas das agressões e humilhações, as travestis lideraram um confronto contra policiais, tendo apoio de outros movimentos de luta como dos imigrantes.
Precisamos reviver o espírito de Stonewall e transformar as Paradas LGBTs em momentos de luta e revolta, e em conjunto aos trabalhadores lutar pela emancipação dos que são mais explorados e oprimidos. Porém, precisamos ter em mente que pequenas conquistas dentro de um sistema que se baseia na desigualdade social são muito pouco do que precisamos. Não queremos direitos seletivos. Precisamos continuar lutando contra o capitalismo e contra todos aqueles que atacam os trabalhadores e as LGBTs! E nesta luta, nossos aliados são todos aqueles, LGBTs ou não, da classe trabalhadora

- Chega de assassinatos e violência! Pela aprovação imediata da PLC122 que criminaliza a LGBTfobia!
- Direito ao nome social e direitos civis! Pela aprovação imediata da Lei de Identidade de Gênero!
- As LGBTs não vão pagar pela crise! Chega de retirada de direitos trabalhistas!
- Fora Temer, Aécio e Bolsonaro! Fora todos eles!

Juventude do PSTU - Curitiba

29 de novembro de 2016

Futebol Brasileiro de Luto





Vivemos hoje (29) a expectativa da votação da PEC 55 (proposta de emenda constitucional) que congela os gastos em saúde e educação por 20 anos. Mas acordamos com uma noticia de extrema tristeza, o avião que levava o time de futebol da chapecoense, para disputar a final da copa sul-americana, caiu na Colômbia. Se existe um momento para extrapolar as emoções pelo futebol, esse momento é agora e o sentimento é de tristeza e perda. O time da Chapecoense ganhou a simpatia de todo o Brasil, talvez por ser um time de baixo orçamento e chegar a uma final internacional R$ 43 milhões para todo o time o ano inteiro (Para se ter uma ideia o orçamento do Flamengo é de R$ 400 milhões, só Neymar sozinho recebe R$ 200 milhões por ano do Barcelona). Agora não adianta mais especular, se tivessem pegado outro voo, se tivessem avião próprio igual o Real Madrid. O que fica é um sentimento de Luto por todos que gostam de futebol. Força aos familiares e amigos, dos jogadores, funcionários e jornalistas.

Antonio Stur, 

11 de novembro de 2016

Paraná: Governo se nega a responder às reivindicações dos estudantes


Apesar da repressão do governo Beto Richa (PSDB) e a despeito das declarações do “Ocupa Paraná” e da imprensa, ainda existem escolas ocupadas no estado. Além disso, onde o movimento foi obrigado a deixar as instituições como em Curitiba, a luta continua com manifestações de rua contra a PEC 55 e a reforma do Ensino Médio.
Apesar da pressão, estudantes resistem
Em São José dos Pinhais, neste dia 8, houve o cumprimento dos últimos mandados de reintegração de posse. Mas os secundas resistiram à pressão da PM e alguns só saíram carregados pela polícia. Em Colombo, a Câmara de Vereadores foi ocupada após a desocupação forçada das escolas.
No dia 8 também ocorreu a audiência no Fórum de Almirante Tamandaré – cidade da região metropolitana de Curitiba – onde quatro escolas estaduais seguem tomadas. Com muita coragem, o movimento debateu com os procuradores e juízes presentes sobre os ataques do Governo Federal. “O Estado é nosso inimigo disfarçado”, disse um secunda.
Mostraram que, muito diferente do que Michel Temer diz, sabem muito bem que a proposta do seu governo vai congelar investimentos em Educação e Saúde por 20 anos, piorando muito o que já não está bom.
Jogo de cartas marcadas
Ficou nítido que os estudantes sabem que a audiência já tinha o resultado pré-definido e o objetivo era somente convencer todos a abrirem mão das ocupações.
Os secundas exigiram alguma sinalização sobre o atendimento das pautas que, além da PEC e da reforma, incluem a compra de livros, regularização da merenda, iluminação pública ao redor das escolas, contratação de professores, construção de laboratórios, entre outras coisas.
Seguindo a lógica autoritária do governo do PSDB, o representante do governo e o juiz se negaram a dar qualquer resposta sobre o assunto. Assim, o movimento foi intimado a desocupar em 48 horas as escolas, prazo que se encerra às 14h desta quinta, dia 10.
Resistir porque nossa luta é justa!
A queda no número de escolas tomadas não significa o fim da luta. Nos dias 11 e 25, estaremos nas ruas com os trabalhadores para seguir o combate ao governo e suas medidas. Também haverá no dia 20 a Marcha da Periferia, em que a quebrada vai mostrar sua força contra os governos capitalistas.
Por PSTU Paraná
Escrito 09/11/2016

Paraná: Beto Richa endurece com as ocupações, mas a luta continua


Este final de semana marcou uma nova ofensiva do governo do PSDB sobre as ocupações de escolas no Paraná. Depois de o Judiciário conceder em no dia 1º de novembro a reintegração de posse de 25 instituições de Curitiba, agora a pressão se estende às cidades da região metropolitana como Colombo e Almirante Tamandaré.
Oficiais de Justiça intimaram estudantes para audiências com juízes para dizerem se vão ou não desocupar já. Pior ainda: há escolas onde foi dado o prazo de 24 horas para saída de todo mundo.
O governo faz cara de mal, mas tem medo. O que Richa, Temer e o MBL não querem é que os estudantes do Paraná continuem sendo um exemplo nacional, enchendo de coragem milhares de lutadores no Brasil todo.
Novembro é mês de luta!
A intimidação é o que resta aos poderosos, pois a população entende que nossas reivindicações são justas.
Mas a luta vai continuar. Nos dias 11 e 25 de novembro tem manifestações nacionais contra os ataques de Temer. Haverá ainda as Marchas da Periferia no país todo e aqui no estado também, para mostrar a resistência das quebradas.
É preciso que as lutas em cada local estejam a serviço de construir uma greve geral no país. Somente assim derrotaremos os ataques dos governos e poremos para fora todos os que nos atacam.
Os estudantes precisam do apoio da população
Mais do que nunca, estudantes, professores, metalúrgicos e todos que concordam com a luta contra a PEC 55 (antiga 241), a reforma do Ensino Médio do governo, o ajuste econômico que diminui salários, precisam ajudar.
Além disso, o momento exige que os sindicatos, movimentos sociais e estudantis do Paraná e de todo o país apoiem essa luta. Mesmo tendo defendido a saída da greve, o que com certeza atrapalha o movimento de ocupação, a APP (Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná) precisa jogar seus esforços agora para impedir o PSDB de concretizar seus planos.
Por PSTU Paraná
Escrito em 06/11/2016

Marcadores