29 de novembro de 2016

Futebol Brasileiro de Luto





Vivemos hoje (29) a expectativa da votação da PEC 55 (proposta de emenda constitucional) que congela os gastos em saúde e educação por 20 anos. Mas acordamos com uma noticia de extrema tristeza, o avião que levava o time de futebol da chapecoense, para disputar a final da copa sul-americana, caiu na Colômbia. Se existe um momento para extrapolar as emoções pelo futebol, esse momento é agora e o sentimento é de tristeza e perda. O time da Chapecoense ganhou a simpatia de todo o Brasil, talvez por ser um time de baixo orçamento e chegar a uma final internacional R$ 43 milhões para todo o time o ano inteiro (Para se ter uma ideia o orçamento do Flamengo é de R$ 400 milhões, só Neymar sozinho recebe R$ 200 milhões por ano do Barcelona). Agora não adianta mais especular, se tivessem pegado outro voo, se tivessem avião próprio igual o Real Madrid. O que fica é um sentimento de Luto por todos que gostam de futebol. Força aos familiares e amigos, dos jogadores, funcionários e jornalistas.

Antonio Stur, 

11 de novembro de 2016

Paraná: Governo se nega a responder às reivindicações dos estudantes


Apesar da repressão do governo Beto Richa (PSDB) e a despeito das declarações do “Ocupa Paraná” e da imprensa, ainda existem escolas ocupadas no estado. Além disso, onde o movimento foi obrigado a deixar as instituições como em Curitiba, a luta continua com manifestações de rua contra a PEC 55 e a reforma do Ensino Médio.
Apesar da pressão, estudantes resistem
Em São José dos Pinhais, neste dia 8, houve o cumprimento dos últimos mandados de reintegração de posse. Mas os secundas resistiram à pressão da PM e alguns só saíram carregados pela polícia. Em Colombo, a Câmara de Vereadores foi ocupada após a desocupação forçada das escolas.
No dia 8 também ocorreu a audiência no Fórum de Almirante Tamandaré – cidade da região metropolitana de Curitiba – onde quatro escolas estaduais seguem tomadas. Com muita coragem, o movimento debateu com os procuradores e juízes presentes sobre os ataques do Governo Federal. “O Estado é nosso inimigo disfarçado”, disse um secunda.
Mostraram que, muito diferente do que Michel Temer diz, sabem muito bem que a proposta do seu governo vai congelar investimentos em Educação e Saúde por 20 anos, piorando muito o que já não está bom.
Jogo de cartas marcadas
Ficou nítido que os estudantes sabem que a audiência já tinha o resultado pré-definido e o objetivo era somente convencer todos a abrirem mão das ocupações.
Os secundas exigiram alguma sinalização sobre o atendimento das pautas que, além da PEC e da reforma, incluem a compra de livros, regularização da merenda, iluminação pública ao redor das escolas, contratação de professores, construção de laboratórios, entre outras coisas.
Seguindo a lógica autoritária do governo do PSDB, o representante do governo e o juiz se negaram a dar qualquer resposta sobre o assunto. Assim, o movimento foi intimado a desocupar em 48 horas as escolas, prazo que se encerra às 14h desta quinta, dia 10.
Resistir porque nossa luta é justa!
A queda no número de escolas tomadas não significa o fim da luta. Nos dias 11 e 25, estaremos nas ruas com os trabalhadores para seguir o combate ao governo e suas medidas. Também haverá no dia 20 a Marcha da Periferia, em que a quebrada vai mostrar sua força contra os governos capitalistas.
Por PSTU Paraná
Escrito 09/11/2016

Paraná: Beto Richa endurece com as ocupações, mas a luta continua


Este final de semana marcou uma nova ofensiva do governo do PSDB sobre as ocupações de escolas no Paraná. Depois de o Judiciário conceder em no dia 1º de novembro a reintegração de posse de 25 instituições de Curitiba, agora a pressão se estende às cidades da região metropolitana como Colombo e Almirante Tamandaré.
Oficiais de Justiça intimaram estudantes para audiências com juízes para dizerem se vão ou não desocupar já. Pior ainda: há escolas onde foi dado o prazo de 24 horas para saída de todo mundo.
O governo faz cara de mal, mas tem medo. O que Richa, Temer e o MBL não querem é que os estudantes do Paraná continuem sendo um exemplo nacional, enchendo de coragem milhares de lutadores no Brasil todo.
Novembro é mês de luta!
A intimidação é o que resta aos poderosos, pois a população entende que nossas reivindicações são justas.
Mas a luta vai continuar. Nos dias 11 e 25 de novembro tem manifestações nacionais contra os ataques de Temer. Haverá ainda as Marchas da Periferia no país todo e aqui no estado também, para mostrar a resistência das quebradas.
É preciso que as lutas em cada local estejam a serviço de construir uma greve geral no país. Somente assim derrotaremos os ataques dos governos e poremos para fora todos os que nos atacam.
Os estudantes precisam do apoio da população
Mais do que nunca, estudantes, professores, metalúrgicos e todos que concordam com a luta contra a PEC 55 (antiga 241), a reforma do Ensino Médio do governo, o ajuste econômico que diminui salários, precisam ajudar.
Além disso, o momento exige que os sindicatos, movimentos sociais e estudantis do Paraná e de todo o país apoiem essa luta. Mesmo tendo defendido a saída da greve, o que com certeza atrapalha o movimento de ocupação, a APP (Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná) precisa jogar seus esforços agora para impedir o PSDB de concretizar seus planos.
Por PSTU Paraná
Escrito em 06/11/2016

De quem é a responsabilidade sobre a realização do Enem?


Temer, os governos estaduais e a imprensa burguesa utilizam a aproximação da data do Enem (5 e 6 de novembro) para pressionar as ocupações estudantis. O MEC/Inep publicou uma nota afirmando que quem não puder fazer as provas neste final de semana, terá uma nova chance nos dias 3 e 4 de dezembro. No Ceará, um juiz entrou com um pedido de adiamento geral da prova, que só será avaliado na sexta-feira.
Mas quem são os responsáveis por essa situação?
O que está em jogo
O governo alega estar preocupado com a realização do Enem. Mas uma solução possível seria o governo atender as reivindicações das ocupações, retirando a reforma do Ensino Médio e a PEC 241. Ou ainda adiar o Enem ou mudar os locais da prova. Enfim, solução tem, mas o governo quer mesmo é usar esse tema para tentar desmoralizar a justa luta dos estudantes.
Vivemos a maior onda de lutas estudantis dos últimos 25 anos. Temer e os governos estaduais sabem disso e têm medo. Para aplicar o ajuste fiscal cobrado pelos banqueiros internacionais, o governo tem tomado várias medidas para criminalizar e derrotar a luta. Mas não serão bem-sucedidos se não mudarem a opinião pública, hoje amplamente favorável às lutas estudantis. O debate que fazem sobre o Enem é parte de um pacote que inclui desde repressão policial até ameaças de multas milionárias aos pais dos ocupantes, como tem ocorrido em vários estados.
Os estudantes têm se proposto a abrir as escolas, sem acabar com as ocupações, para a realização da prova. No Paraná, por exemplo, essa possibilidade foi recusada pelos representantes dos poderosos em vários locais. E na realidade, o governo Beto Richa (PSDB) vêm usando de todas as medidas para acabar com a luta, lamentavelmente ajudado pela UBES e UNE.
Novembro é mês de muita luta e os poderosos querem impedir que o movimento estudantil permaneça firme e se unifique com os trabalhadores nos dias 11, 25 e nas Marchas da Periferia, rumo à greve geral. Neste momento, mais do que nunca, manter a ofensiva contra todos que nos atacam é a nossa tarefa.
ocupacao-escolas-e1447854238202
Quem defende a Educação
Tanto o presidente, quanto o Judiciário, querem parecer preocupados com os direitos da juventude.  É muita cara de pau!
PMDB, PSDB, PT e seus amigos fizeram muito pouco ou nada para melhorar o ensino no país. Todos conhecemos a situação das escolas públicas no Brasil. Elas não preparam a maioria dos estudantes para tirar boas notas no Enem porque falta tudo:  laboratórios, computadores, professores. Por outro lado, sobram insegurança, salas sem ventilação adequada, professores mal remunerados…
Além disso, a universidade é um objetivo muito distante para a maioria da juventude. As públicas têm o crivo estreito do próprio Enem e do vestibular. Nas instituições privadas, o corte no FIES feito por Dilma e Temer, junto ao crescente desemprego e as mensalidades caríssimas, fizeram cair brutalmente o número de ingressantes neste ano.
Para piorar, a PEC 55 (antiga 241) propõe congelar por 20 anos o investimento na área. O MEC anunciou uma reforma do Ensino Médio que não resolve nenhum problema do que estudam e trabalham e o corte de 45% do orçamento das universidades federais em 2017. Por fim, querem pôr uma mordaça nos estudantes e professores com o projeto Escola Sem Partido.
Portanto, lutar pelo direito à educação é combater todos esses ataques. E mais: é lutar contra a privatização das escolas e universidades, pelo fim do vestibular e Enem, permitindo o livre acesso a todos e todas que queiram estudar.
É nesse sentido que caminha a luta das milhares de ocupações país afora.
Por Israel Luz e Mandi Coelho, da Juventude do PSTU
Escrito em 03/11/2016

O que os trabalhadores da educação do Paraná deveriam aprender com os estudantes?


No Paraná, várias categorias de servidores públicos estão em greve, escolas e universidades estão ocupadas. Estamos no estado que concentra as principais lutas no país neste momento.
No entanto, os trabalhadores da rede estadual de ensino optaram, no dia 31 de outubro, em assembleia da categoria, por suspender a greve iniciada dia 17. Apesar de várias defesas pela continuidade da greve, a maioria votou por acatar a proposta defendida pela direção estadual da APP (Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná), ligada ao PT. Respeitamos o resultado. Mas queremos dialogar com companheiros e companheiras da base da categoria que, para nós, isso foi um grande equívoco.
Nós do PSTU defendemos a continuidade da greve por entender que a pauta da categoria não avançou de conjunto e continuar o movimento grevista era fundamental para que outras categorias se sentissem fortalecidas na luta contra os ataques de Beto Richa (PSDB). Além disso, continuar a greve significava ficar lado a lado dos estudantes e manter a unidade da classe trabalhadora no enfrentamento ao governo Temer, e em defesa da educação. A suspensão da greve foi sentida pela juventude e o governo fica em melhores condições para pressionar pela desocupação das escolas.
Não há meio termo na luta. Não tem como ficar em cima do muro neste processo de luta que ocorre no Brasil, em especial no Paraná. O governo não nos respeita, descumpre com os acordos de greve, faz terror psicológico, não dialoga e agora quer ir para cima dos estudantes que estão dando uma lição de como lutar por seus direitos. A suspensão da greve, ao invés de ajudar os estudantes, colocou mais pressão para que eles desocupem. Basta ver que, após a suspensão da nossa greve, o Ministério Público enviou ofícios para as escolas reunir comunidade, pais, professores e estudantes para decidir sobre as ocupações. É uma pressão enorme sobre os ombros dessa juventude que tem lutado bravamente.
Mas apesar da direção da APP, a luta tem que continuar. Devemos manter a mobilização da categoria e cercar de solidariedade estes estudantes, devemos apoiá-los em suas iniciativas, devemos estar lado a lado na defesa da educação pública, gratuita e de qualidade. Precisamos da máxima unidade, necessitamos de uma forte Greve Geral que pare o país e coloque os governos contra a parede.
Este é o caminho para derrotar as reformas e ataques de todos que atacam a classe trabalhadora.
Por Marcos de Oliveira, professor da rede estadual do Paraná e militante do PSTU
Escrito em 02/11/2016

16 de outubro de 2016

Construir a Greve Geral para derrotar as reformas e os ataques de Temer e Beto Richa





O Governador Beto Richa (PSDB) enviou para a Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) a Mensagem de Lei 043/2016 que pretende acabar com a data-base dos(as) servidores(as). A proposta de Richa é que seja feita uma emenda à Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO) suspendendo os efeitos da lei 18.493 de 2015, que institui o calendário de pagamentos dos reajustes para os servidores. Além de não querer pagar o reajuste negociado na greve dos servidores públicos do ano passado o Estado deve progressões e promoções, e diz que não irá pagar o reajuste “enquanto não forem implantadas e pagas todas as promoções e progressões devidas aos servidores civis e militares”. Porém, tudo isso é mentira. O que o governo quer é dar o calote nos servidores.   

Beto Richa, justifica sua proposta se baseando no PLP 257/2016 e na PEC 241, medidas que se aprovadas, limitam os investimentos nos serviços públicos e congelam os gastos por 20 anos. Por isso, é fácil de entender o porquê de condicionar o pagamento do reajuste à disponibilidade orçamentária e financeira, mas os ataques não param por aí. O Governo do Estado, bem como a Secretaria da Educação já acenaram que vão implementar a Reforma do Ensino Médio, instituída através da MP 746/2016 e que significa ainda mais precarização da educação.

Diante desses ataques os trabalhadores e estudantes estão reagindo. Escolas e Universidades estão sendo ocupadas e várias categorias de servidores públicos estaduais já votaram greve e outras tem assembleia marcada. Ou seja, o cenário é de que muitas lutas virão nos próximos dias, com a possibilidade real de greve unificada dos servidores público do Estado contra as medidas do Governo Richa.
Mas, Beto Richa não está sozinho, as medidas que busca aplicar no Paraná são parte do ajuste fiscal que Temer tenta aprovar no Congresso. Apesar de seu baixíssimo índice de aprovação, esse governo impopular quer implementar uma série de ataques à classe trabalhadora. Vejamos alguns deles:

-        Reforma da Previdência: estabelece idade mínima de 65 anos para a aposentadoria, podendo chegar a 70 em alguns anos, bem como acaba com a diferença entre homens e mulheres;
-        Reforma Trabalhista: retoma a fórmula do negociado sobre o legislado, ou seja, todos os direitos previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) poderão ser colocados na mesa dos patrões;
-        Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241: impõe um teto dos gastos públicos e congela os investimentos em saúde e educação por 20 anos;
-        Projeto de Lei e outras proposições (PLP) 257: congela os salários dos servidores, acaba com os concursos públicos e avança na privatização do setor público;
-        Medida Provisória (MP) 746/2016: reformula o Ensino Médio deixando de ser obrigatório as disciplinas de Arte, Educação Física, Sociologia e Filosofia, bem como limita a formação dos(as) estudantes para atender as exigências do mercado.

Algumas destas medidas foram preparadas pelo Governo Dilma (PT), é o caso da PLP 257, que fazia parte do pacote de ajuste iniciado no final de 2014. Todos esses ataques buscam agradar os banqueiros, os empresários, as multinacionais e colocar nas costas da classe trabalhadora a conta da crise.

Há várias lutas em curso demonstrando que existe uma enorme disposição da classe trabalhadora e da juventude para resistir aos ataques, entretanto, para derrotar esse governo e barrar de vez a reforma é necessário unificar as lutas numa grande Greve Geral Já.

Nós do PSTU que sempre estivemos juntos, apoiando todas as lutas da classe trabalhadora contra os governos, seja federal, estadual ou municipal, nos colocamos mais uma vez à disposição da construção de uma grande e forte greve geral para barrar os ataques e derrotar as reformas. Obviamente, existem muitas diferenças políticas e de avaliações entre as centrais sindicais, organizações, movimentos populares e sociais, mas devemos e é possível construir uma forte unidade de ação para barrar e lutar contra os ataques dos governos. Chegou o momento de construirmos uma campanha comum, a Greve Geral, respeitando cada organização e suas propostas politicas.

Junto com isso é preciso construir nas lutas uma alternativa de poder a tudo que está aí. É preciso colocar para fora todos que oprimem e exploram a classe trabalhadora.  Precisamos construir um governo socialista dos trabalhadores, sem patrões, baseado em conselhos populares. Acreditamos na força de nossa classe. Vamos à luta derrotar os ataques da burguesia! Sigamos os exemplos da juventude!

Fora Temer, Richa e todos que atacam a classe trabalhadora!
Pra unificar, Greve Geral Já!
Fora com a Reforma! Bora Ocupar!
Contra a Reforma da Previdência e Trabalhista;
Contra a ML 043/2016, PLP 257, PEC 241, MP 756/2016;
Por um Governo Socialista dos Trabalhadores, sem patrões e baseados em conselhos populares!

Por PSTU Estadual.








Marcadores