13 de novembro de 2012

Nossas Diferenças com a Corrente Luta Socialista (LS)/Outros Outubros Virão


Publicamos artigo de polêmica com a corrente Luta Socialista (LS)/Outros Outubros Virão, intitulado: 
Nossas Diferenças com a Corrente Luta Socialista (LS)/Outros Outubros Virão - Do reformismo social-democrata ao esquerdismo anarco-sindicalista: um exemplo de capitulação sistemática às direções contrarrevolucionárias do movimento de massas

apresentação do artigo está publicada logo abaixo, porém, o artigo como um todo pode ser acessado através do link: 

Apresentação
Este artigo foi escrito durante o mês de outubro deste ano. A primeira versão continha aproximadamente 30 páginas, e contemplava vários outros temas importantes, que não aparecem aqui. Para evitar a perda de leitores causada pelo efeito opressivo de um número excessivo de páginas, decidimos divulgar primeiramente os aspectos centrais da polêmica, nos mantendo no terreno da política. Posteriormente, publicaremos um segundo artigo, tratando dos fundamentos teóricos das questões aqui abordadas.
Pouco depois da conclusão do presente trabalho, recebemos a notícia, que já era de certo modo esperada, de que a LS/Outros Outubros não iria compor a chapa de oposição para disputar a direção do DCE da UFPR.
A maior corrente do movimento estudantil da universidade, responsável, em grande medida, pela condução das greves estudantis nos anos de 2011 e 2012, simplesmente decide não participar da luta política pela direção da entidade máxima de organização e representação dos estudantes. Recusa-se a apoiar a chapa de oposição, formada por ativistas independentes e militantes do PSTU e do PSOL. Pior ainda: lança uma campanha difamatória contra a chapa de esquerda, em que militantes combativos, de reconhecida trajetória política, são igualados às correntes burguesas e governistas que comandam atualmente o DCE, através do rótulo “burocratas-representantes”. A declaração divulgada pela LS/Outros Outubros Virão, que clama pelo voto nulo, é um exemplo terrível de capitulação às direções traidoras, burguesas e governistas do movimento, e um exemplo igualmente terrível de desonestidade intelectual e política.
Ao se referir à atual gestão do DCE, em sua declaração, a LS diz o seguinte: 
“Já neste ano, presenciamos um DCE composto por estudantes e coletivos que se propunham a fazer pelos estudantes e não com eles, barrando e se opondo à movimentação direta e real destes, organizando movimentações via representação em paralelo às assembleias, pautando a burocracia acima da luta cotidiana, realizando determinadas escolhas políticas como forma de atrasar ao máximo o processo de mobilização dos estudantes por suas pautas.”
“Fazer pelos estudantes e não com eles”? Seria a política definida por um “modo de fazer”, e não por seu conteúdo de classe? Como é possível que uma corrente que reivindica o marxismo tenha concebido semelhante besteira?
Negando-se a participar do processo, do mesmo modo que as seitas anarquistas (das quais não se pode, naturalmente, exigir qualquer responsabilidade), e lançando uma campanha difamatória contra a chapa de oposição, a LS dividiu as forças combativas do movimento estudantil, acabando com a unidade que se havia manifestado durante todo o processo de greve e que poderia se manifestar novamente na formação de uma chapa unitária. Com esta atitude, favoreceu novamente a direita e o governismo (no ano passado, a LS/OOV fez praticamente a mesma coisa).
Atualmente, o DCE da UFPR está sob o comando de uma coalizão formada por PT, PDT, PSDB e PPL. Considerando as posições adotadas por tais partidos no segundo turno, trata-se quase exatamente da mesma coalizão que elegeu Gustavo Fruet (PDT) prefeito. Além disso, a atual gestão do DCE mantém relações umbilicais com a reitoria da universidade, o que explica sua movimentação política reacionária durante a greve. Esta é a razão do papel desempenhado pelo DCE neste ano. Nada disso tem a ver com uma suposta “forma de fazer movimento”. Trata-se pura e simplesmente da luta de classes, um conceito que a LS/OOV finge desconhecer.
Durante a preparação deste artigo, recebi a ajuda desinteressada de vários militantes, inclusive de outras organizações. Devo, contudo, agradecimentos especiais a dois companheiros: Bruna Ornellas e Henrique Canary, que leram as versões preliminares, redigiram algumas seções do texto e me auxiliaram com correções e modificações diversas.
De acordo com Lenin: “Sem teoria revolucionária, não há movimento revolucionário”. Pois bem. Vejamos o que isto significa no presente caso.
Márcio Palmares
Curitiba, 13 de novembro de 2012

Acesse o artigo completo em: 

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